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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
No sentido das palavras
Não, eu não sei escrever. Não me digam que sei porque não sei, nem me digam algo encorajador porque já nada me interessa, calem-se apenas. Como é que posso saber escrever se nada sei? Como é que posso saber escrever se nem nome sei dar às coisas que sinto, que penso que sinto, que penso que sinto que são sentidas? Como posso saber escrever se me contradigo o tempo todo? Quero ou não quero, vou ou não vou, rio ou não rio, sinto ou não sinto, minto silenciosamente ou digo verdades por alto?! Tudo o que digo, tudo o que penso, tudo o que faço se contradiz o tempo inteiro. Quero tudo e quero nada, quero ser tudo e quero ser nada. Quero sentir tudo de todas as maneiras e não sentir nada de todas as formas. Como posso saber escrever se nem sequer sei quem sou? Ser o que penso ser? Mas penso uma infinidade de coisas e na maior parte das vezes sem nexo! Sou o vácuo? Sou as horas mortas? Sou o tempo perdido? Se sou o que penso ser então sou uma infinidade de sordidez! E eu, um ser reles, fútil, desprezível, continuo escrevendo mesmo não sabendo escrever, mesmo não sabendo que sentido haverei de dar às palavras!
Joana Santos
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Finalmente entendi...
Há coisas que não queremos que aconteçam, mas temos de aceitar; coisas que não queremos saber, mas temos de aprender; e pessoas sem as quais não podemos viver, mas temos de as deixar.
Segui o caminho que me pareceu mais acertado, mesmo que aos olhos de muitos pareça o errado.
A excitação foi-se e a monotonia voltou novamente ao lugar de onde se fora por instantes.
Joana Santos
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