Mostrar mensagens com a etiqueta Texto de Paulo Brito e Abreu; Fotografia de Viesturs Links. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Texto de Paulo Brito e Abreu; Fotografia de Viesturs Links. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


POEMA DE TERNURA

Ela pegava nos bichos com as duas mãos e depois vinha-mos mostrar com um sorriso traquino de gaiata nunca convencida de que o Sol brilhava nos seus olhos. Um dia eu fui à livraria da cidade e comprei-lhe um livro muito grande com estampas de animais domésticos que haviam de alegrar a sua juventude. Depois de lho oferecer ela apenas me perguntou por que é que tinham posto letras nos animais e lhes haviam chamado de domésticos e eu não soube que lhe responder. Fiquei muito sério a olhar para ela e um sorriso iluminou os nossos lábios. O Universo que tínhamos nas nossas mãos era o mundo colorido da nossa imaginação. E hoje que crescemos os dois eu nunca posso esquecer aquela linda menina loura que nasceu no campo para ser gaiata, forrar as minhas paredes de um azul muito claro e brincar com os meus cabelos chamando-me Papá.


Paulo Brito e Abreu

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Palavras Versadas


SÉTIMO SALMO

Amor, que homílias unes e adunas
Por veredas da casa, eclesial,
Acidália pousada sobre as dunas
Ou nas águas do tálamo Ideal...
Amor, que és o almagre e sumaúma,
Amor, em tom cereja d'organdi,
Penso em Ti, na alvorada que ressuma
E à Noute, madrugada, penso em Ti.
Ericina do Eros, Citereia,
Divisa aqui o divo e o dilecto:
Que farta fonte serve uma sereia!!!
Que de mirto, em Arcano e Arquitecto!!!
Amor, em cujas aras eu sou crente,
Menina, que és Maria, ou que és matina,
Tu olha-me do nicho, sorridente,
E seja o Teu sinal a minha sina.


Paulo Brito e Abreu