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sábado, 5 de janeiro de 2013

Crónica Benzodiazepina


Um cobarde

O sentimento mais decepcionante que conheço é a cobardia.

A cobardia é um poderoso elemento que atrai todos os demais sentimentos negativos, tornando o homem mentiroso, dissimulado, esquivo, ambicioso. Idiota e pequeno, muito pequeno, de uma pequenez provavelmente só compatível a um rato.

O cobarde odeia em silêncio, vive em comodismo e mata em pensamento. O cobarde esconde-se por detrás de sentimentos e de pessoas que nada têm a ver com o que sente, isto é, a dura e penosa e profunda consciência dessa sua pequenez alucinante.

O cobarde é vil; o cobarde tem um sorriso amarelo; o cobarde tem olhos fugidios;
o cobarde não ama, acomoda-se ao que melhor lhe convém, pois amar é arriscado demais para alguém tão ínfimo como ele; o cobarde não resolve nada porque não tem coragem de assumir a responsabilidade pelos seus actos; o cobarde não desperta o sentimento das pessoas, porque entra e sai sem que ninguém se aperceba; o cobarde não gosta que os outros despertem sentimentos que ele não é capaz de despertar.

Em suma, um cobarde não é nada! Assim, como se pode odiar a própria personificação da inexpressividade? 


Carmo Miranda Machado

sábado, 29 de dezembro de 2012

Crónica Benzodiazepina

 

Rendição 

Aprendo diariamente o difícil processo de aceitação. As coisas negativas que têm acontecido ultimamente transportam consigo uma lição profunda que me tenho recusado a perceber. Mas já é hora de ler os sinais. E eles estão, todinhos, à minha frente, aguardam leitura. Idealizei, sonhei e foi esse o meu pior erro. De que valem os sonhos quando a realidade é que é?
Só posso avançar depois de uma catarse completa. E essa, passará pelo perdão e pela aceitação. E não vou oferecer resistência a mais nada na minha vida. Por baixo da tristeza, aprendi a aceitar com serenidade. Acabaram-se os dramas. Estou plenamente consciente e, por isso, deixei de estar em conflito.
Passei por um ciclo de insucessos, em que todas as coisas se esvaíram, se esfumaram, e as poucas que pareciam resistir, começaram aos poucos a desintegrar-se. Vou deixá-las ir. Sem resistências. Não posso recusar o fluir da vida. Tenho de aceitar a natureza impermanente de todas as coisas e de todas as condições.
Já viram alguma flor infeliz? Algum carvalho com stress? Algum golfinho deprimido? Alguma rã com problemas de auto-estima? Algum gato que não relaxe? Algum pássaro que transporte ódio e ressentimento?
Rendo-me. Rendi-me. E contrariamente ao que eu pensava, agora sei que é precisa muita força espiritual para nos rendermos.


Carmo Miranda Machado

sábado, 8 de setembro de 2012

Crónica Benzodiazepina


Patchwork

A minha vida - se calhar como todas as vidas - é feita de retalhos, um patchwork nem sempre perfeito mas repleto de momentos que certamente me dão muitas razões para sorrir.
Pequenos almoços de nan e laci em terras da Índia, as ruelas de Udaipur atravessadas por elefantes, as cores e cheiros de Jaipur, o mistério do Ganges em Varanasi, o Outono em Londres, deambular pelos mercados de Portobello e Camdem, percorrer as ruas de Oxford, entrar nas suas muitas livrarias, ver teatro em Stratford-Upon-Avon, perder-me em Nova Iorque, ver nevar no Central park, horas perdidas em Manhattan, o fim do ano no Hogmanay de Edimburgo com muitos kilts à minha volta e onde a tradição ainda é o que era (nada por debaixo dos kilts), as danças índias na Cidade do México, o sol do Olodum em São Salvador da Baía, a beleza estonteante do Rio de Janeiro, as pontes de Praga, os bares e música cigana de Buda e de Peste, os bombons de chocolate Mozart de Viena de Aústria, a música de Salzburg, as gentes de Cuba e os seus sorrisos, um café na Bodeguita del Medio em Havana, os cachimbos de água fumados no Cairo, o Khan Al Kha-lili, o deserto de Siwa, a biblioteca de Alexandria, atravessar o Atlas de carro em Marrocos, jantar por 50 cêntimos na praça Jam Al Fna em Marrakesh, perder-me na medina de Fes. Fazer um passeio de bibicleta em Amesterdão, o ferragosto na Sicília, uma "spaguetada" com uma família siciliana, percorrer os canais de Veneza a ouvir a banda sonora do filme "O Piano", uma bebida numa esplanada da praça S. Marcos, conduzir em Nápoles, o Coliseu de Roma, a Torre de Pizza, as ruínas de Pompeia, o mar revolto de Génova, a arte pelas ruas em Barcelona, os canais de Bruges, as ilhas gregas, compras em Atenas, as praias do Mar das Caraíbas, o Oceano Pacífico ou o Índico... banhar-me em Saona e não querer voltar, percorrer de barco os locais das filmagens do "Platoon", um hamam na Turquia, o "Hotel Pêra Palas" e o quarto de Agatha Christie, navegar rios e canais na selva silenciosa da Costa Rica, ver os navios passar o Canal do Panamá, a colorida Sidi bou Said na Tunísia e Palolem, sempre sempre Palolem...


Carmo Miranda Machado

domingo, 26 de agosto de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012



O PRINCÍPIO DO FIM 

Hoje. Hoje. Hoje comecei a matar-te. Vou desfazer, bocado a bocado, cada pedaço de memória. Vou esmigalhar a imagem do teu rosto. Vou pisar vezes sem conta as recordações do teu corpo. No meu corpo. Vou destruir infinitamente todos as horas, minutos, segundos em que te amei. Vou meter-te numa caixa com fechadura e vou colocá-la num lugar inatingível onde ninguém possa tocar e onde morrerás lentamente, lentamente, a chamar por mim. Ou melhor, vou abrir uma cova bem fundo e enterrar-te lá. Cobrir-te-ei então de pedaços de tudo e de nada para que não consigas voltar a perturbar-me. Nunca. Nunca. Nunca.


Carmo Miranda Machado

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

2º ANIVERSÁRIO D'O FILÓSOFO E O FANFARRÃO (I)


Conhecimento explícito da língua - Aula de português

O " filho da puta"

1. Filho da puta é adjunto adnominal, quando a frase for: ''Conheci um político filho da puta".

2. Se a frase for: "O político é um filho da puta", aí, é predicativo.

3. Agora, se a frase for: "Esse filho da puta é um político", é sujeito.

4. Porém, se o gajo aponta uma arma para a testa do político e diz: "Agora nega o roubo, filho da puta!" - aí, é vocativo.

5. Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, aquele filho da puta, arruinou o país e não só" - daí, é aposto.

6. Agora vem o mais importante para o aluno. Se estiver escrito: "Saiu de ministro e foi viver para França e ainda se acha o salvador da Nação." O "filho da puta", aqui, é sujeito oculto...


Carmo Miranda Machado

sábado, 17 de dezembro de 2011

Crónica Benzodiazepina


CARTA A UMA AMIGA

Querida amiga

Retomo o que me escreveste exactamente há um ano atrás. Se já naquela altura tinha uma vontade exagerada de desaparecer nesta época, este ano esta sensação agudizou-se ainda mais.
Não suporto mais as luzinhas piscantes espalhadas pela cidade, os papéis de embrulho e as fitas reluzentes de cores impensáveis, os pais natais a trepar pelas paredes dos prédios, sim, esses mesmos, de perninha levantada a querer saltar para as varandas, o plástico das árvores de Natal e desta sociedade toda à minha volta. É verdade, querida amiga. Por mim, adormecia hoje e acordava aí para dia 2 ou 3 de Janeiro, quando a estupidez tivesse já passado. Parece, porém, que não vou conseguir dormir por tanto tempo, ainda mais quando sofro insónias gritantes que me fazem sentir um perfeito zombie durante o dia inteiro.
Se me perguntares o porquê desta angústia, respondo-te que me sinto deslocada, desintegrada, desinserida... como um extraterrestre que chega à terra e se confonta com seres estranhos numa azáfama furiosa e consumista rumo ao nada... sim, que de nada é feito o Natal. Família? Que família? A que me ignora o ano inteiro? Natais da minha infância? Qual infância? Aquela de que mal me lembro porque demasiado marcante? Amor e outras mentiras?
Sei que te vou parecer demasiado amarga hoje à noite quando me leres. Mas não te preocupes comigo, minha amiga. Limito-me a expressar-te a perplexidade com que observo o mundo à minha volta e, mais ainda, a constatação do que observo dentro de mim. E apesar de tudo isto, vou estar, mais uma vez, a pactuar com esta merda toda quando, dia 24 à noite, for obrigada a fazer teatro e a mostrar-me feliz porque rodeada da família, a mesma que me tem atormentado sempre.

Sei que me compreendes.


Carmo Miranda Machado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Naquele tempo...

No princípio de tudo, era o tempo dos sonhos... Aquele tempo em que, em vez de moelas recheadas de alfinetes, jantávamos salmão à sombra dos abismos e éramos felizes! Um tempo em que o grande segredo do amor era simplesmente não amar... Tempo em que passávamos noites juntos à luz do fogo que ardia nas nossas mentes sem nunca tocarem o coração.

Nessa altura, eu sabia já, como sei hoje, que tudo o que deixamos ir está perdido para sempre.


Carmo Miranda Machado

sábado, 16 de julho de 2011

Crónica Benzodiazepina


INTIMIDADE(S)

Todos nós tememos a intimidade ainda que não tenhamos consciência disso. Somos estranhos uns aos outros. Somos estranhos a nós próprios, talvez porque não sabemos quem somos. Não fazemos um trabalho sobre a nossa individualidade. Passamos o tempo ocupados em coisinhas inúteis e deixamos o principal trabalho, o mais valioso, o mais importante - conhecermo-nos a nós mesmos - para trás.
Passamos anos e anos reprimidos, em relações (pessoais, familiares, sentimentais, profissionais) adormecidas, se não mortas, acatando as regras e as imposições que nos foram impingindo ao longo dos tempos.
Esquecemos a nossa fragilidade. Ignoramos que a vida pode quebrar-se a cada instante. Esquecemo-nos de nos aceitar tal qual somos. As pessoas comprometem-se pouco ou da maneira errada. Acredito na liberdade individual. Nos relacionamentos em que cada ser mantém a sua individualidade e a sua liberdade mais íntima e profunda. Desconfio das relações em que os dois se tornam um. Há "deves" em excesso por este mundo. Há muitas faces. Olho em meu redor e observo. As pessoas não são o que dizem ser. E, sobretudo, não se aceita quando há pessoas que ousam ser diferentes. Imediatamente, recebem rótulos. Penso, contudo, que são essas (poucas) pessoas que estabelecem a diferença no mundo... as que têm em mãos o seu desenvolvimento pessoal. Há pessoas que passam a vida a dar lições de moral ou a tentar mudar os outros - as mesmas que nunca chegam a conhecer-se a si próprias. Vivem em linha recta. Fazem o que se lhes pede, o que "devem" fazer... e um dia, chegarão ao fim, sem terem percebido o porquê da sua passagem.
São os caminhantes, os viajantes, os homens da pradaria, os que se questionam, os que (se) procuram... que recebem o meu apoio e o meu aplauso. Mas o conhecimento de nós próprios só me parece possível em profunda solidão porque, regra geral, tudo quanto sabemos de nós é a opinião dos outros. Ninguém pode penetrar no nosso interior mais profundo. Nem os amantes entram no âmago da nossa existência. Aí, é onde estamos inevitavelmente sós. E a prova disso, são as rupturas amorosas após 2, 5, 10 ou 20 anos, quando se constata termos passado décadas com um estranho ao nosso lado no sofá.
A vida flui, como um rio, vai sempre mudando os seus estados de alma. Não importa a consistência... porque só a mentira é consistente, A verdade, essa, está sempre a mudar. Deus, ou lá o que/quem seja. devia lançar novamente os dados e começar de novo. É nos recomeços que reside a verdadeira energia criativa da humanidade.


Carmo Miranda Machado

quarta-feira, 8 de junho de 2011


PISO 7

Tive hoje, por razões de grande força, de ir ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Mandaram-me ao Piso 7. Uma vez lá, fui reenviada ao Piso 1. Guichet. Tirar uma senha. Esperar. Senha n.º 275. Ordem de chamada: nº 204. 71 pessoas à minha frente. Reduzi-me à minha insignificância e pequenez perante aquele turbilhão de gente. Pensei nos dias e nas horas em que andamos envolvidos nos pequenos nadas das nossas vidinhas, esquecendo o que nos espera lá no fim, no fim de tudo, quando esse fim de tudo chega muitas vezes ainda no princípio. De volta ao Piso 7, falei com algumas pessoas. Jovem 24 anos: AVC. Jovem 30 anos: paralisia Facial. Jovem 43 anos: Esclerose Múltipla, Cegueira... A solidão da doença. A inutilidade do sonho. O sofrimento inexorável...

Reforcei hoje, mais uma vez, a ideia de que a vida é aqui. E, de todas as imagens que captei, fica retida a de uma senhora alta, morena, bem-vestida, aparentemente normal, não fosse o caso de insistir em percorrer o corredor por entre as gentes com palavras de ordem gritadas e pulso em riste, como que a reinvindicar o seu direito à loucura. Apeteceu-me segui-la. Também eu pretendo reinvindicar o meu lugarzinho vitalício naquela praia deserta onde o sol se põe com os tons do arco-íris e tu chegas no teu cavalo, Golias, para pernoitar e seguires viagem na manhã seguinte.


Carmo Miranda Machado

quinta-feira, 28 de abril de 2011


No amor e na guerra vale tudo?

Uma pessoa especial afirmou isto várias vezes na última semana ao ponto de me fazer pensar sobre o assunto. Será que no amor e na guerra vale mesmo tudo? Tenho dúvidas. Não me parece que assim seja. Quando se perde no amor, ganha-se na experiência e enriquece-se a história de vida. Não faço a apologia do "vale tudo" porque tal me parece serem os trunfos de quem joga sem regras. O amor é um jogo de trocas, de dar e receber e, quando perdemos alguém para outra pessoa, temos de saber aceitar essa opção. Por mais que doa. Por mais que apeteça gritar. Mas não vale fazer um jogo sujo, cobrar, chantagear... As almas superiores são apenas aquelas que aceitam e deixam o rio caminhar. E são tão poucas...


Carmo Miranda Machado

domingo, 24 de abril de 2011

Provocatio


SO WHAT?

Sim, sobra-me viver, que é bem giro. Sim, estive em Barcelona. Sim, dormi no quarto de um anarco-sindicalista. Sim, fui a um bar barroco lindo. Sim, conheci uma aventureira alemã especialista em "branding". Sim, conheci um gay que edita a maior secção de uma revista de grande sucesso. Não, não me chega. Falta-me uma coisa essencial. Sabes o que é? A paz de espírito que só surge quando se ama e é amado incondicionalmente, mantendo individualidade e liberdade, sem querer prender o outro a nós mas sentindo a plenitude do encontro.


Carmo Miranda Machado

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Crónica Benzodiazepina


IT'S RAINING MEN! ALELUIA!

Acontece de todas as maneiras possíveis. Na rua. Na casa dos amigos. No semáforo. Na auto-estrada a 180km/hora. Na discoteca às 6h da manhã. E, consta, cada vez mais, em encontros às cegas, furtivos, a ver se interessa, agendados virtualmente.
As pessoas procuram-se e encontram-se em desencontros que se sucedem ininterruptamente, sem tempo para criarem histórias juntos. Nada mais parecer interessar para além do sexo, esquecendo-se que não é isso que fica em nós quando nos encontrarmos sós, no fim de tudo.... Aí, serão os afectos a única forma de ligação à terra!
Mas o que se esconde por detrás destes encontros? Quantas horas de solidão são necessárias para colocar um anúncio na Internet?
Vou contar-vos uma história verdadeira. Imaginem duas mulheres amigas. Uma crente na virtualidades da Internet em matéria de conhecer homens. A outra totalmente descrente nos afectos virtuaiss. Imaginem a primeira mulher. Jovem. Inteligente. Interessante. Financeiramente independente. E linda de morrer. Conhece alguns homens através da Internet. Cativa uns. Outros cativam-na. Mais ou menos altos, mais ou menos magros, mais ou menos carentes, mais ou menos inteligentes, mais ou menos interessantes, mais ou menos estúpidos, mais ou menos casados... Mas quase todos eles, inequivocamente, em busca de uma mesma verdade - o sexo, algumas vezes encapotado em AMIZADE, RELACIONAMENTO SÉRIO e outras pérolas...
Agora imaginem a outra mulher. Também jovem. Também interessante. Também independente. Porém, CÉPTICA quanto à validade dos afectos virtuais. Mas curiosa. Quer perceber o funcionamento das relações electrónicas. Coloca um anúncio. Recebe respostas aos quilos. E eis que, numa triagem rigorosa, selecciona apenas UM homem com quem decide marcar um único encontro. Esse homem, o único seleccionado entre centenas de respostas, é o mesmíssimo homem com quem a outra mulher, sua amiga, andava a dormir. COINCIDÊNCIA?


Carmo Miranda Machado

sábado, 6 de novembro de 2010

Crónica Benzodiazepina


Serotonina

Bem, hoje é mais um daqueles domingos em que gosto de me sentir inútil (e faço por isso) sem aquela terrível sensação de vazio que me habituei a usar. Felizmente, essa sensação fica-me já apertada e agora já não me sinto mal ao acordar e já não me incomoda não apetecer fazer nada e já não me irrita que os outros me tentem perturbar. Consegui, portanto, alcançar aquele estado em que pouco ou nada ou quase ninguém atravessa o meu portão para me incomodar. Não pensem que foi fácil chegar aqui. Foi um longo trilho, íngreme e irregular, ao longo do qual tropecei, cai, levantei-me, voltei a cair e, aos trambolhões vim, até chegar aqui.

Parece que me faltava serotonina. Sentia-me sempre a peça fora do puzzle. Acordava e não percebia porquê nem para quê. Pura e simplesmente não encaixava. A tristeza andava por ali, sempre à espreita. Vazia. Depois as drogas. Como descreve Extebarría: "Os comprimidos para dormir são redondos, pequenos e azuis e os comprimidos para despertar são brancos e ainda mais pequenos, e os comprimidos para uma pessoa se manter feliz são cápsulas brancas e verdes, e há outras cápsulas vermelhas que tiram todas as dores, e uns comprimidinhos brancos que fazem desaparecer a ansiedade." (in a.c.p.d.)

Hoje estou "clean". Até da pílula me livrei. E procuro o que defino com os 3 P ("pês") da minha vida: Paz / Parar / Praia /. Até chega a parecer fútil, não é?


Carmo Miranda Machado